Tânia Rego/Agência Brasil
Tânia Rego/Agência Brasil

Petroleiros convocam dia de mobilização nesta segunda-feira

Categoria planejou um "esquenta" para a paralisação de 72 horas anunciada para quarta-feira em todas as unidades da Petrobrás

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

27 Maio 2018 | 20h03

RIO - A dois dias da greve nacional de 72 horas marcada para começar à zero hora de quarta-feira, 30, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) convocou para esta segunda-feira, dia 28, um dia de mobilização em todas as unidades da Petrobras pelo País. A ideia é que os petroleiros não assumam seus postos no turno da manhã, informou o coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel. Mobilizações do tipo já foram feitas neste domingo, 27, em seis refinarias e duas fábricas de fertilizantes, disse Rangel.

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Segundo o líder sindical, a mobilização nacional desta segunda-feira funcionará como um “esquenta” da paralisação de 72 horas decidida pela FUP em reunião na tarde de sábado, 26. A ideia para a mobilização prévia não é parar a produção, por isso, os atos deverão se concentrar nos turnos da manhã.

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No próprio sábado, a FUP entregou o comunicado de greve à Petrobrás. A lista de reivindicações inclui cinco pontos, entre eles a demissão do presidente da companhia, Pedro Parente. Os sindicalistas pedem também a redução dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha; a manutenção de empregos e retomada da produção interna de combustíveis; o fim da importação de derivados de petróleo; e a desmobilização do programa de venda de ativos promovido pela atual gestão da estatal.

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Para Rangel, a pauta de reinvindicações “dialoga” com os pedidos feitos pelo movimento grevista dos caminhoneiros e com uma preocupação da sociedade. “A sociedade está sendo penalizada pelos preços abusivos dos combustíveis”, afirmou Rangel, completando que o objetivo de alinhar os preços dos combustíveis internacionalmente seria uma estratégia da Petrobrás para vender refinarias.

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Neste domingo, o governo federal começou a estudar a possibilidade de entrar com ação na Justiça para tentar barrar a greve dos petroleiros, como informou o Estadão/Broadcast. A ação teria de ser impetrada pela Advocacia-Geral da União (AGU), possivelmente no Supremo Tribunal Federal (STF), para ter abrangência em todas as refinarias do País. O assunto foi aventado em pelo menos uma das reuniões realizadas neste domingo no Palácio do Planalto.

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Rangel disse não ter conhecimento dos movimentos da AGU, mas, segundo ele, “não será nenhuma surpresa”. O coordenador-geral da FUP disse que a entidade está certa de que cumpriu todas as exigências legais para garantir o direito de greve, tanto que a paralisação foi convocada para começar 72 horas depois de a decisão ter sido comunicada à estatal.

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