Paulo Whitaker/Reuters
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Petrobrás estima queda da dívida líquida para US$ 69 bi em 2018

Além de programa de redução de endividamento, estatal está alongando seus débitos

Reuters

10 Setembro 2018 | 10h21

A Petrobrás informou nesta segunda-feira, 10, que estima uma queda na dívida líquida para US$ 69 bilhões ao final de 2018, ante US$ 85 bilhões em 2017, à medida que o programa de gestão de endividamento dá resultados.

Além de reduzir a dívida, a estatal está alongando seus débitos, de acordo com apresentação divulgada antes de evento com investidores em São Paulo nesta segunda-feira.

De 2016 até 31 de agosto de 2018, a estatal contabilizou emissões de US$ 22 bilhões no mercado de capitais internacional, recompras de US$ 28 bilhões e US$ 7 bilhões em “exchange”, considerando troca de títulos com vencimentos em 2019, 2020 e 2021 para papéis vencendo em 2025 e 2028.

A empresa também relatou US$ 24 bilhões em captações no mercado bancário no mesmo período, além de US$ 36 bilhões em pré-pagamentos e a extensão de vencimentos de US$ 6 bilhões.

A empresa reafirmou que busca redução do indicador de alavancagem, medido pela dívida líquida/Ebitda, para 2,5 vezes, até o nível das suas pares globais.

O endividamento projetado para o final do ano ainda está acima do registrado em 2010 e 2011, de US$ 37 bilhões e US$ 55 bilhões, respectivamente, mas abaixo do pico de US$ 106 bilhões em 2014, quando a empresa sofria os efeitos da operação Lava Jato.

O cronograma de amortizações aponta para um cenário relativamente mais tranquilo nos próximos anos, fruto da gestão do endividamento, na comparação como a perspectiva que se tinha ao final de 2015.

A petroleira ainda previu fluxo de caixa livre de US$ 15 bilhões em 2018, ante US$ 13,9 bilhões em 2017. A empresa vem registrando fluxo de caixa livre positivo desde 2015.

Projeção leva em conta impacto de ação nos Estados Unidos

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Rafael Grisolia, afirmou que a melhor projeção da companhia para a sua dívida líquida ao final deste ano é de US$ 69 bilhões. Ele participou nesta segunda-feira, 10, de coletiva de imprensa em São Paulo.

O indicador, segundo Grisolia, leva em conta o impacto da class action.

Durante a coletiva, o presidente da companhia, Ivan Monteiro, destacou que a elevação dos preços do brent tem contribuído para acelerar a trajetória de redução do endividamento da companhia. Ele afirmou que não vê uma tendência de mudança muito grande no cenário de preço do brent ao longo do segundo semestre em relação ao observado até o momento.

Monteiro destacou ainda que a companhia continua com as discussões sobre desinvestimentos de ativos que não foram afetados pela liminar do Supremo Tribunal Federal que proibiu a privatização de estatais sem autorização do Congresso. Ele afirmou que a discussão sobre ativos na África segue em andamento e que a "evolução é positiva"./COM DAYANNE SOUSA

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