Wilton Junior|Estadão
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E-Investidor: Esperado, novo corte da Selic deve acelerar troca da renda fixa por variável

Presidente da Petrobrás nega que tenha intenção de pedir demissão

Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, também afirmouque não há a possibilidade de renúncia de Pedro Parente da presidência da estatal

Mônica Ciarelli e Renan Truffi, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2018 | 16h19

O presidente da Petrobrás, Pedro Parente, negou que tenha tido qualquer intenção de entregar o cargo. O executivo mantém o mesmo posicionamento frente à necessidade de continuidade da atual política de preços dos combustíveis da estatal. No ínicio da tarde desta sexta-feira, 25, as ações da companhia caíram com rumores de uma possível demissão do executivo.

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O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, também afirmou em entrevista coletiva que não há a possibilidade de renúncia de Pedro Parente da presidência da Petrobras. "De forma alguma, não chegou ao meu conhecimento", afirmou Guardia.

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As ações da estatal, que vinham reduzindo a alta lentamente, passaram a cair, renovando as mínimas, movimento que carregou o indicador para novo patamar. A queda do petróleo no exterior, que persiste no início da tarde, penalizou os papéis da petroleira.

O presidente da PetrobrásPedro Parente, tentou ontem convencer o mercado financeiro de que tomou uma decisão "tática" ao congelar e reduzir o preço do óleo diesel em 10%, em resposta ao protesto dos caminhoneiros. Mas não conseguiu e as ações da empresa fecharam na quinta-feira, 24, com recuo de 13,71% (PN) e 14,55% (ON). A queda fez a petroleira perder R$ 47,2 bilhões em valor de mercado em apenas um dia, além do posto de empresa mais valiosa da BM&FBovespa, ao ser ultrapassada pela Ambev

Críticas. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), endureceu as críticas ao governo Michel Temer, na tarde desta sexta-feira, 25, depois de o Palácio do Planalto anunciar que irá convocar as forças nacionais de segurança para desbloquear as estradas paralisadas pela greve dos caminhoneiros. Na avaliação do emedebista, a política de preços da Petrobrás é responsável pela continuidade do piquete.

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"As decisões são do Presidente da República, cabe a ele tomar as decisões e responder por elas. Quem define preços da Petrobrás é o Executivo. Nós, do Congresso, só podemos achar, não podemos fazer. Se eu pudesse fazer, já tinha feito. Agora cabe ao Executivo mudar a política de preços da Petrobras. No meu entendimento ela está equivocada", disse. "A discussão não é o reoneração (de setores da economia), não houve reinvindicação por parte dos caminhoneiros (nesse sentido). Não é essa a motivação dos caminhoneiros", disse.

Questionado sobre o que enxergava ser o problema da política de preços da estatal, Eunício respondeu que é importante abrir as planilhas da empresa para "conhecer" o que há por trás dessas medidas. "Tem que abrir a planilha de preços da Petrobras. Terça-feira, 29, vai ter um debate na Câmara de uma comissão geral, com deputados e senadores, para se conhecer o que efetivamente temos nessa chamada planilha de preços da Petrobras", explicou.

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