Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Tensão comercial entre EUA e China atinge Ibovespa

Disputa entre os dois países esteve no foco dos mercados do exterior

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2019 | 11h23

O clima ruim provocado pelas tensões comerciais entre Estados Unidos e Chinaque já contamina o exterior, atingiu a B3 - a Bolsa de São Paulo - nesta quinta-fera, 9. O Ibovespa à vista fechou com baixa de 0,83%, aos 94.807,85 pontos . 

Nesta manhã, o Ibovespa chegou a cair 1,79%, acompanhando o exterior. Em Nova York, as Bolsas tiveram queda de quase 1,5%.

O dólar fechou em R$ 3,9519, com alta de 0,48%. A moeda chegou a bater R$ 3,98, mas perdeu fôlego na parte da tarde. A alta também foi motivada pelos fatores externos do impasse nas negociações de China e Estados Unidos

O presidente norte-americano, Donald Trump, acusou a China de quebrar o acordo firmado, o que justificaria a elevação das tarifas de importação, anunciadas por ele no último domingo. Ao mesmo, o principal negociador chinês, Liu He, chega a Washington para retomar negociações. Outras autoridades chinesas ameaçam com retaliações aos EUA, acrescenta a LCA.

Na última quarta, Trump declarou que a China quebrou o acordo que vinha sendo elaborado e por isso ampliaria as tarifas sobre os produtos chineses. O governo de Pequim, por sua vez, declarou na madrugada desta quinta que pretende fazer retaliação, caso essa proposta seja levada adiante.

No início da tarde, porém, o presidente americano foi ao Twitter acenar com uma alternativa excelente, caso o acordo naõ seja alcançado. A declaração afastou as bolsas de Nova York das mínimas.

Reforma da Previdência

O Brasil tem um agravante em relação aos demais emergentes, que é a urgência de um ajuste fiscal que restabeleça a confiança do investidor. "O investidor estrangeiro tem visto que o nosso mercado está devagar, demorando a pegar no tranco. Com isso, está pensando duas vezes antes de vir para cá", afirma Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos , citando alguns exemplos práticos deste ano, como a venda em fevereiro da rede de drogarias Onofre, controlada pela gigante americana CVS, à Raia Drogasil, sem desembolsos.

"Era esperado que a reforma da Previdência fosse mais dinâmica, mesmo que ficasse mais desidratada. Mas ela ocorre sem a certeza da economia que vai nos trazer, e sem a dinamicidade que o mercado gostaria de ver", afirma o analista.

Para o analista da Ativa, a aprovação da reforma deverá ser precificada lentamente no mercado de ações, à medida que novos avanços forem se consolidando. Assim, ele considera que o Ibovespa tem espaço para alcançar entre 102 mil e 105 mil pontos até o final do ano, com a reforma aprovada. Sendo assim, o Ibovespa teria um potencial de alta de pouco mais de 10% até o final do ano.

Bancos

O Banco Brasil foi uma excessão após a divulgação de alta no lucro de 40,3%, para R$ 4,247 bilhões no primeiro trimestre. As ações ON subiram 0,89%. Bradesco PN e Itaú PN tiveram baixas de -1,89% e -1,24%

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